Category Archives: Quadrinhos

Micro Review Tosco: Zupi #22

zupi22_tb

review Zupi #22

Comprei a Zupi deste mês/bimestre/trimestre ou seja lá qual é a porra da periodicidade dessa revista.

Geralmente não tenho saco pros arroubos de ‘nós-designers-somos-cult-e você-não’, mas essa edição, só sobre quadrinhos, ficou bacana.

Tudo bem que a entrevista com o McKean ficou BEM fraca, mas o resto compensou: Danilo Beyruth, Kako, Octavio Cariello, Marcelo Campos, Allan Sieber, (entrevista excelente!), além de matérias sobre Flávio Colin, Crumb, Shelton e Romolo, que eu não conhecia!

Por 15 conto… PORRA, É LÓGICO QUE VALE A PENA!

(só não espere que eu compre as outras edições da revista. Tenha dó, punhetice tem limite!)

Os Invisíveis

Os Invisíveis | Vertigo | Grant Morrison
Lembra quando você assistiu Cidadão Kane pela primeira vez? Ou Era uma vez no Oeste? Sabe aquele sentimento de que pela primeira vez você tomou parte, passiva mas coletivamente, de uma grande história? Lembra quando Neo tomou a pílula vermelha?

Os Invisíveis, cara. Os Invisíveis. Grant Morrison.

Transmetropolitan

Lendo quadrinhos há mais de 20 anos, fazia tempo que não achava alguma coisa original nas prateleiras de banca, sebos e livrarias. Abandonei os quadrinhos tradicionais de super-heróis, não por ser hipócrita e achar que personagens com a cueca por cima das calças fosse coisa de criança, mas sim pelo fato das editoras não publicarem praticamente NADA que preste há tempos. Alguma exceções, claro, mas pode-se dizer que os quadrinhos de super-heróis estão mortos.

Transmetropolitan Vol. 1

Em uma dessas exceções, conhecí Planetary. Warren Ellis, escritor britânico de hqs, foi praticamente o Tarantino dos quadrinhos nessa série. Abusou de referências à ficção científica, homenageou diversos personagens clássicos das hqs, e o mais importante, criou uma puta história, daquelas que te faz parar de vez em quando na sua prateleira de quadrinhos e ficar admirando a coleção (Como assim, você não tem uma prateleira de quadrinhos? Tá fazendo o que lendo isto?).

Prateleira 4:20

Puta merda, olha o que eu achei na minha coleção, nem lembrava mais que tinha isso. É uma edição de 1976. Não se fazem mais quadrinhos como antigamente…

Dr Atomic #4 (1976)

Prateleira de Honra

Sempre que falo de quadrinhos, menciono uma tal “Prateleira de Honra”. Faz parte de um armário no final do corredor de casa reservado apenas para o crème de la crème da minha coleção de hqs.

Eu descobrí hoje um sistema chamado The Library Thing, que te permite catalogar sua coleção pelo ISBN das publicações, perdí um tempinho organizando a prateleira de honra (não vou apelar e catalogar TUDO o que eu tenho, para não perder as férias inteira). Outro detalhe é que esse sistema não tem cadastrado títulos publicados no Brasil, por isso só constam títulos em inglês, espanhol e português de portugal nessa lista.

Gênio

Ou esse cara é um gênio, ou é um completo retardado. Talvez ambos.

Não é qualquer um que consegue colocar o LHC, a emoção do parto e paradoxo espaço temporal em uma tira de 7 painéis, desenhados no paint pelo que parece ser um disléxico chapado de crack.

Virei fã.

“ele vai rasgar o espaço-tempo”

“e daí, tou pagando!”

BHUAHUAHUAHUAHUA. Ainda tenho esperança na humanidade depois disso.

Gaseificando

Bom dia vermes.

Só para marcar presença, antes que o meu serviço de hospedagem desative minha conta por inatividade.

Ando bem lotado de coisas a fazer, nenhuma delas com sinal de acabar tão cedo. A saber:

  • Terminando um projeto gráfico para uma revista institucional
  • Dando um tapa em um site que precisa ficar pronto segunda feira
  • Força braçal na reforma da casa, reorganizando os cômodos
  • Tentando organizar um roteiro para uma hq independente – esse pode ficar (e ficará) para depois
  • Colocando no papel um projeto de poltrona para salas de espera, baseado em funções trigonométricas – não tente entender – usando o 3DS Max (definitavemente não é o software indicado, mas tou com uma PUSTA preguiça de reaprender o Rhino)

Desculpe, não ouví. Ah sim, eu sou louco, mas infelizmente, é assim que eu funciono. Não me encha.

Voltando aos quadrinhos, extremamente aborrecido por precisar usar um bordão vindo do Big Brother, Fica a Dica:

  • Joquempô – Hq nacional, muito bem elaborada pelo Rogério Vilela. Vale a pena conferir uma hq que não sofre do mesmo mal de outras publicaçòes brasileiras, que tentam seguir o mesmo caminho do sonolento cinema nacional (figuras históricas/cotidiano urbano/2 filhos de what the fuck). Porra, por R$ 19,90, é praticamente uma arma apontada pra sua cabeça se você não comprar.
  • Ainda sobre quadrinhos, a Panini Vertigo está relançando no Brasil a série Transmetropolitan, do idiota (para dizer o mínimo) Warren Ellis. Não vou comprar, porque já tenho praticamente todos os encadernados americanos (só me falta o décimo volume), mas para quem não conhece, é outro ítem obrigatório. Um jornalista gonzo em busca da verdade num mundo Blade-Runner-on-crack. Gatos de duas cabeças! Anões Nazistas do Sexo! Vai lá e compra, porra.
  • Última aquisição deste mês, o primeiro volume de Akira, de Katsuhiro Otomo, republicado em inglês pela Kodansha. Uma batelada de quase 400 páginas, a única publicação japonesa a constar na minha prateleira, justamente por NÃO SER mangá. Nada de olhos arregalados ou um perobo com fantasia de carnaval gritando “não-sei-o-que-de-diamante!” na sua cara. Uma obra prima dos quadrinhos de ficção. Não é a versão colorizada pelo Steve Oliff que saiu pela Marvel mileanos atrás, também no Brasil, mas a cor nem faz falta. Magnífico.

Lembrando: Eu sou velho. Nova reforma ortográfica o cacete. Agora, ouça a musiquinha: