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Como foi dito, Jerry não estava mais lá. Nada de alarmante no momento, pois sua ausência só seria sentida na manhã seguinte, quando seus pais perceberam que ele não se levantou para comer. Jerry morava com seus pais (esporádica e temporariamente, já que as brigas com a esposa se tornaram uma constante, e, apesar de não ser corriqueiro, também não era nenhuma surpresa quando ele aparecia em sua antiga casa por volta das 3 manhã, todos os seu pertences enfiados no porta-malas do carro. Seus pais se acostumaram a manter seu antigo quarto preparado).

Quem também não percebeu o acontecido foram os passageiros de um avião comercial que fazia a rota Roma-Oslo, pois estes tinham outra preocupação em mente. Mais especificamente, tentarem manter-se em seus assentos enquanto uma das turbinas do avião se despedaçava e a aeronave se transformava em uma enorme massa de metal despencando em direção ao solo com uma velocidade alarmante. Fatalmente, a aeronave, recém-destituída de seu status de meio de transporte aéreo, fez juz a sua nova condição de um imenso caixão de metal para 180 tripulantes e acomodou-se no solo da melhor maneira possível dada as circunstâncias. Ou seja, esfarelou-se chão, espalhando seus destroços e os dos já citados passageiros em um raio de 500 metros, em uma pequena cidade alemã.

Eram 14:23, hora local, com uma agradável temperatura de 28 graus, sem previsão de chuva, quando o avião, por falta de uma expressão melhor, aterrisou. Definitivamente, não foi uma boa viagem.

Micro Review Tosco: Zupi #22

review Zupi #22

Comprei a Zupi deste mês/bimestre/trimestre ou seja lá qual é a porra da periodicidade dessa revista.

Geralmente não tenho saco pros arroubos de ‘nós-designers-somos-cult-e você-não’, mas essa edição, só sobre quadrinhos, ficou bacana.

Tudo bem que a entrevista com o McKean ficou BEM fraca, mas o resto compensou: Danilo Beyruth, Kako, Octavio Cariello, Marcelo Campos, Allan Sieber, (entrevista excelente!), além de matérias sobre Flávio Colin, Crumb, Shelton e Romolo, que eu não conhecia!

Por 15 conto… PORRA, É LÓGICO QUE VALE A PENA!

(só não espere que eu compre as outras edições da revista. Tenha dó, punhetice tem limite!)

Bom dia vermes

Bom dia, vermes.

Este site agrupa duas coisas diferentes.

Por um lado, trata de quadrinhos, design, música e ficção. Entre críticas e produção própria, um pouco de tudo pode ser encontrado. Talvez não seja a tendência de hoje em dia, mas que se foda. O blog é meu e eu faço o que eu quero.

Por outro lado, é a minha válvula de escape. Não vou pagar horrores para um terapeuta ouvir toda o lixo que sai da minha cabeça, então prefiro despejar tudo isso aqui.

Se você vai ler, problema seu. Não gostou, faz um blog para você. É fácil.

Caso você já seja assíduo desta porcaria, vai perceber que o site está de cara nova. Ainda estou testando as configurações do tema do WordPress, e muita coisa pode estar faltando ou com links quebrados.

Ou não.

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De repente, Jerry não estava mais lá. Suas pernas ficaram moles, ele não conseguia mais sentir seu pescoço (o que era muito incomodo, uma vez que tinha quase certeza que sua cabeça continuava fisicamente presa a ele). Ele sabia que estava piscando, mas aparentemente, suas pálpebras não estavam onde deveriam estar – cobrindo seus olhos. Subitamente, isso também deixou de ser um problema, já que ele também não estava mais enxergando. Ou era isso que lhe parecia, pois o que seu cérebro registrava não condizia com a varanda da casa de seus pais. A mesa branca de plástico, a piscina, o notebook a sua frente, o cinzeiro que sua irmã trouxe de Barcelona.

A princípio, tudo foi substituído abruptamente por um besouro gigantesco, de asas abertas, um grande teclado antigo de máquina de escrever onde deveria estar o corpo do enorme inseto. Mas isso também logo sumiu de sua vista, sem que ele pudesse entender que essa cena fora apenas resgatada de sua memória tardia, um frame de um antigo filme do Cronenberg, na tentativa de transformar a situação em algo que fizesse o mínimo sentido.

Seu subconsciente estava trabalhando com uma sobrecarga imensa, fazendo o trabalho sujo para Jerry, que não conseguia processar diretamente o que estava acontecendo, trazendo a tona alguma coisa, qualquer coisa, que servisse como o fio que puxasse o resto do raciocínio para compreender o incompreensível. Jerry sentiu sua cabeça esquentar, literalmente, como um motor cujo sistema de ventilação houvesse parado de funcionar.

Ele ainda assistiu, sem poder interagir, a algumas outras cenas produzidas pelo seu subconsciente, que buscava incessantemente por uma peça que se encaixasse na situação. Mas foi inútil. Sua mente buscava pelo bloco que faltava para completar uma linha de Tetris, sem saber que não havia peça que se encaixasse no vão que surgiu em sua linha de raciocínio.

Após algumas tentativas frustradas, seu cérebro simplesmente parou. Bruscamente, a realidade voltou ao normal. Por uma fração de segundo, não havia nada, uma total ausência de percepção. E então, lá estavam, como se nunca houvessem sumido, a mesa, o computador, o cinzeiro, a piscina. Por 2 segundos, silêncio total. Uma batida de sinos.

Sua primeira reação foi se lembrar de respirar, e manifestou isso com uma profunda inspiração, seus pulmões se enchendo totalmente, sua caixa toráxica se dilatando ao máximo para dar o espaço que faltava a seus pulmões. Aguardou mais 3 segundos para expirar, apreciando a sensação de estar vivo.

Mas ele não expirou. Jerry desapareceu.

E foi aí que fodeu tudo.

Ecolo-mulas

Boa noite, vermes.

Dia 27 de Março de 2010 foi marcado por um esforço global de imbecilidade e mamãe-quero-ser-hype: A Hora do Planeta.

No mesmo dia, resolvi extrudar algumas linhas para este blog, e não sei por que diabos acabei não publicando no momento certo. Corrijo este erro agora, mesmo que boa parte dos ligadões que participaram dessa asneira provavelmente já tenham esquecido disso.

Segue:

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Transmetropolitan

Lendo quadrinhos há mais de 20 anos, fazia tempo que não achava alguma coisa original nas prateleiras de banca, sebos e livrarias. Abandonei os quadrinhos tradicionais de super-heróis, não por ser hipócrita e achar que personagens com a cueca por cima das calças fosse coisa de criança, mas sim pelo fato das editoras não publicarem praticamente NADA que preste há tempos. Alguma exceções, claro, mas pode-se dizer que os quadrinhos de super-heróis estão mortos.

Transmetropolitan Vol. 1

Em uma dessas exceções, conhecí Planetary. Warren Ellis, escritor britânico de hqs, foi praticamente o Tarantino dos quadrinhos nessa série. Abusou de referências à ficção científica, homenageou diversos personagens clássicos das hqs, e o mais importante, criou uma puta história, daquelas que te faz parar de vez em quando na sua prateleira de quadrinhos e ficar admirando a coleção (Como assim, você não tem uma prateleira de quadrinhos? Tá fazendo o que lendo isto?).

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Metapost

Num desses momentos de autocrítica, resolví dar uma fuçada no que andei dizendo no twitter. Sabe como é, aproveitar as férias para repensar a vida, analisar o ano que passou. E se você trabalha na frente do computador no escritório e em casa, é inevitável: o Twitter sabe mais sobre sua vida do que você mesmo. (A falta de neurônios também ajuda…)

Perdí então uma meia hora relendo o que postei por aí, e o resultado foi: Não dá pra mudar muito. Melhor não dar esperanças à esposa.

Fiquem então com um metapost, um apanhado do que twitei nos últimos meses.

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Choro coletivo, riso histérico

Ok, estou de férias há uma semana já. E descobrí que, quanto mais tempo livre você tem, menos faz (talvez você já sabia disso, mas lembre-se que eu não tirava férias praticamente há 5 anos).

Então, basicamente o que eu fiz até agora foi:

  • pagar um porrilhão de contas, o que me deixou quebrado (nenhuma novidade aqui)
  • fiz uma consulta médica que basicamente consistiu em ver a médica preencher uma caralhada de guias para exames e fazer piadas sobre exames de próstata. e ainda tenho que pagar por isso.
  • praticamente zerei o Need 4 Speed Carbon com o meu filho de 4 anos. (tá, não conseguimos derrotar o último chefão, mas tá quase)
  • comecei a pensar no layout novo do site da minha esposa, que não irei mencionar aqui para não sujar o nome dela.

O que não é nada de se orgulhar. Então, pretendo tirar o atraso nessa semana, se é que isso é possível.

  • Re-recebí (tinha perdido da primeira vez que recebí, pouco mais de um ano atrás) um roteiro para uma hq de 2 páginas sobre o Glenn Gould. Da outra vez, fiz alguns esboços, mas na maioria ficou uma verdadeira merda. O único esboço que se salvou foi este. Desta vez não passa.
  • Voltar a treinar modelagem no 3DS MAX. Preciso ter alguma outra atividade, porque o dia que eu resolver NUNCA MAIS fazer um site eu tou fudido. Como reclamar não dá dinheiro, bem… você entendeu.
  • Tenho uma PILHA de livros para ler. Sebos e a Livraria Cultura TEM que me proibir de entrar em suas dependências. Só assim minha vida financeira tem salvação.
  • Uma paulada de arquivos .txt com roteiros, idéias e anotações estão salvas nos meus 3 dispositivos de armazenamento (um notebook, um desktop e um smartphone) aguardando que eu resolva continuar de onde parei. São contos, hqs, ilustrações e dissertações. Basicamente, o que você lê aqui é o que eu penso quando estou, digamos, cagando, dirigindo ou batendo o dedinho do pé em algum móvel. O que eu GOSTARIA de publicar é outra história.

Então é isso. Voltem com sua programação normal, e eu tento seguir com a minha.

Prateleira 23-08-10

Mais uma visita ao submundo dos livros usados. Ainda tem um do Arthur Clarke que esquecí o nome. Acho que é “As Fontes do Paraíso”. Sabe como é férias, dá uma preguiça de tirar a bunda da cadeira para ir até o armário e checar. Em todo o caso, essa edição em português não consta no catálogo da LibraryThing, até porque deve ser uma edição antiga do Círculo do Livro, que não respeita o ISBN.

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Prateleira de Honra

Sempre que falo de quadrinhos, menciono uma tal “Prateleira de Honra”. Faz parte de um armário no final do corredor de casa reservado apenas para o crème de la crème da minha coleção de hqs.

Eu descobrí hoje um sistema chamado The Library Thing, que te permite catalogar sua coleção pelo ISBN das publicações, perdí um tempinho organizando a prateleira de honra (não vou apelar e catalogar TUDO o que eu tenho, para não perder as férias inteira). Outro detalhe é que esse sistema não tem cadastrado títulos publicados no Brasil, por isso só constam títulos em inglês, espanhol e português de portugal nessa lista.

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Expresso não é Café.

Eu preciso dizer uma coisa: Não confio em ninguém que goste de café expresso. Não mesmo.

É sério.

Com o passar dos anos, venho me tornando um pouco menos misantropo. Antigamente, bastava alguém dizer que A-DO-RA o cd Acústico dos Titãs, eu deixava a pessoa falando sozinha e sairia em busca de uma dose de Jack Daniel’s. Hoje em dia, me orgulho em dizer que consigo assimilar tal frase e deixo passar batido. É um avanço para mim, acredite.

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Gênio

Ou esse cara é um gênio, ou é um completo retardado. Talvez ambos.

Não é qualquer um que consegue colocar o LHC, a emoção do parto e paradoxo espaço temporal em uma tira de 7 painéis, desenhados no paint pelo que parece ser um disléxico chapado de crack.

Virei fã.

“ele vai rasgar o espaço-tempo”

“e daí, tou pagando!”

BHUAHUAHUAHUAHUA. Ainda tenho esperança na humanidade depois disso.

Cartilha Infantil

Um grupo de estudantes de especialização em jornalismo me encomendou 4 ilustrações para uma cartilha infantil, que tinha como idéia ajudar a criança a perder o medo de alguns animais, como baratas, lagartixas, abelhas e morcegos. Como eu nunca entendí como é que alguém pode ter medo de lagartixa, não foi difícil de fazer!

(brincadeira, foi um puta trampo, demorei pacas para entregar o trabalho – por motivos pessoais – e peço desculpas até hoje para o grupo. Pelo menos o resultado agradou!)

Abelhas

Abelhas

baratas

Baratas

Lagartixas

Lagartixas

Morcegos

Morcegos

CULTURA POSTADA

O objetivo do projeto CULTURA POSTADA foi produzir cartões postais para a cidade de Campinas – SP, com uma abordagem diferente da tradicional foto panorâmica.

Em 2008, com a aprovação da Secretaria de Cultura de Campinas, através do FICC (Fundo de Incentivo a Cultura de Campinas), quatro artistas locais, inclusive este verme que vos fala, produziram ilustrações para pontos turísticos da cidade com total liberdade de expressão artística.

Cada artista criou 3 ilustrações. A tiragem do projeto foi de 120.000 cartões postais.

Abaixo, as 3 ilustrações criadas por mim.

Estação Cultura - Campinas/SP

Estação Cultura - Campinas/SP

museu da cidade - campinas/sp

Museu da Cidade - Campinas/SP

Maria Fumaça - Campinas/SP

Maria Fumaça - Campinas/SP

Desculpe a bagunça

Estou testando alguns temas novos por aqui, então a previsão é que isto fique meio ilegível por hoje e amanhã.

Em breve voltamos com a transmissão normal.

Este é o bomdiavermes.com.br operando a base de cafeína, nicotina e o stress básico de não tirar férias por cinco anos seguidos.

A face do horror

Em anos me metendo a besta como (pretenso) ilustrador, nunca me ocorreu tentar um auto-retrato. Corrigí essa falha histórica hoje, entre jogar futebol com o meu filho e assistir o penúltimo episódio de Lost com a patroa. Não é grande coisa, mas me dei por satisfeito.

O horror...

Ando as voltas com caneta e papel estes dias. A intenção é voltar a desenhar e criar pequenas histórias, que publicarei por aquí, se não ficarem (muito) ruins. Afinal, já está na hora deste blog ter alguma utilidade real além de arquivar resmungos e ofensas. Não que eu vá parar com isso, mas diversificar ajuda. Até porque, com a quantidade absurda de obtusidade com a qual eu tenho que conviver ultimamente, diria que é praticamente impossível não estar de mau humor 90% do tempo.

É isso então.

Este foi o Bom Dia Vermes, operando a nicotina, cafeína e halls preto. Câmbio e desligo.

Acabando com Saramago

Lá por volta de 2006, quando eu ainda achava que ia me formar em Design pela FACAMP, foi proposto um trabalho baseado no Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago. Basicamente, uma alteração profunda na sociedade teria acontecido, e o nosso trabalho era criar uma apresentação audio-visual que mostrasse como o cotidiano da sociedade fora alterado.

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Gaseificando

Bom dia vermes.

Só para marcar presença, antes que o meu serviço de hospedagem desative minha conta por inatividade.

Ando bem lotado de coisas a fazer, nenhuma delas com sinal de acabar tão cedo. A saber:

  • Terminando um projeto gráfico para uma revista institucional
  • Dando um tapa em um site que precisa ficar pronto segunda feira
  • Força braçal na reforma da casa, reorganizando os cômodos
  • Tentando organizar um roteiro para uma hq independente – esse pode ficar (e ficará) para depois
  • Colocando no papel um projeto de poltrona para salas de espera, baseado em funções trigonométricas – não tente entender – usando o 3DS Max (definitavemente não é o software indicado, mas tou com uma PUSTA preguiça de reaprender o Rhino)

Desculpe, não ouví. Ah sim, eu sou louco, mas infelizmente, é assim que eu funciono. Não me encha.

Voltando aos quadrinhos, extremamente aborrecido por precisar usar um bordão vindo do Big Brother, Fica a Dica:

  • Joquempô – Hq nacional, muito bem elaborada pelo Rogério Vilela. Vale a pena conferir uma hq que não sofre do mesmo mal de outras publicaçòes brasileiras, que tentam seguir o mesmo caminho do sonolento cinema nacional (figuras históricas/cotidiano urbano/2 filhos de what the fuck). Porra, por R$ 19,90, é praticamente uma arma apontada pra sua cabeça se você não comprar.
  • Ainda sobre quadrinhos, a Panini Vertigo está relançando no Brasil a série Transmetropolitan, do idiota (para dizer o mínimo) Warren Ellis. Não vou comprar, porque já tenho praticamente todos os encadernados americanos (só me falta o décimo volume), mas para quem não conhece, é outro ítem obrigatório. Um jornalista gonzo em busca da verdade num mundo Blade-Runner-on-crack. Gatos de duas cabeças! Anões Nazistas do Sexo! Vai lá e compra, porra.
  • Última aquisição deste mês, o primeiro volume de Akira, de Katsuhiro Otomo, republicado em inglês pela Kodansha. Uma batelada de quase 400 páginas, a única publicação japonesa a constar na minha prateleira, justamente por NÃO SER mangá. Nada de olhos arregalados ou um perobo com fantasia de carnaval gritando “não-sei-o-que-de-diamante!” na sua cara. Uma obra prima dos quadrinhos de ficção. Não é a versão colorizada pelo Steve Oliff que saiu pela Marvel mileanos atrás, também no Brasil, mas a cor nem faz falta. Magnífico.

Lembrando: Eu sou velho. Nova reforma ortográfica o cacete. Agora, ouça a musiquinha:

Uma breve história (do meu) tempo

Bom dia, vermes. Já faz algum tempo, eu sei.

Não que você esteja sentindo falta, mas deve estar perguntando sobre o que levaria uma pessoa a registrar um domínio, pagar mensalmente a hospedagem de um site, e passar um mês sem postar nada. Tudo bem, pode dizer, era exatamente o que você estava para perguntar.

Mas a resposta é boa, acredite. O fato é: O mundo me odeia. Simples, não? Ah, você já sabia disso? Tudo bem, não é novidade.

Para não parecer que eu sou um resmungão (eu simplesmente poderia parar por aqui, afinal, ser odiado pelo mundo É um bom motivo, não é?) vou recapitular a minha trajetória de algumas semanas para cá. Se terapia é o novo catolicismo, então o blog só pode ser o novo confessionário, não? Só não me mande a conta pela sessão, seu verme oportunista.

Já te aviso, essa vai ser longa. Continue reading

BOM DIA VERMES

Por algum motivo, hoje não estou com vontade de reclamar de ninguém. Deve ser o analgésico falando mais alto, não sei. Hoje eu vou falar de mim. Aproveite, essa é uma chance única para saber o que é ser um completo idiota, sem pagar o preço por sê-lo.

Vou te contar a minha história. Eu já fiz de tudo um pouco na vida. Já fui vendedor. Já trabalhei com telemarketing. Já trabalhei no censo. Fui ilustrador, webdesigner, músico, diagramador, designer gráfico. Fui professor de Excel. E olha que eu não sei PORRA NENHUMA de Excel. Nada mesmo. Já fui comprador de material de construção para teste de qualidade. Já fui solteiro, já sou casado, já tenho um filho. Já tive que me virar sozinho em outro país, já fiz curso de mandarim, já gravei e mixei banda em estúdio, já fiz som pra festa, e fui técnico de som para bandas ao vivo. Já matei ratos, tirei um dobberman desconhecido de dentro de um bueiro, entrei em um canil completamente bêbado, com 2 rottweillers que também não me conheciam. Já tomei batida da polícia, já batí em um caminhão da Coca-cola. Já troquei fralda, já nadei em alto mar, já conhecí o Tom Zé. Já batí, já apanhei, já fui assaltado, já votei em branco, já arranquei os dentes do ciso e já conversei com o Warren Ellis pelo twitter. Já comecei faculdade, já tranquei faculdade, já abandonei faculdade, comecei outra e abandonei de novo.

Ou seja, eu já fiz um monte de coisa. E daí? Isso me torna melhor do que você? Não. Nem um pouco. Outras pessoas já fizeram bem menos, e nao são piores do que eu. Outras ainda, já fizeram bem mais, e também não são porra nenhuma perto de mim ou de você.

Porque eu te contei isso? Sei lá. Vai que a carapuça serve.

Meu nome é Daniel, e este é o BOMDIAVERMES.com.br no ar, para seu desgosto. Isso que dá deixar qualquer um ter acesso à internet.

EU NÃO GOSTO DE FERIADOS

Se você me acompanha pelo twitter, ou me conhece pessoalmente, sabe que eu não gosto de Carnaval. Motivos pessoais. A música é insuportável, além de sem criatividade nenhuma. A festa também não me agrada nem um pouco, não consigo ver graça nas alegorias, fantasias ou passos de samba. Motivos, digamos, públicos, é a imagem que passa do Brasil para fora, a de que somos bêbados que só se importam em festejar, todo mundo anda pelado ou com camisetas listradas, nos balançamos em cipós, temos obrigatóriamente um pandeiro em casa, e que basta um quilo de cocaína e algumas mulatas para conseguirmos sediar as olimpíadas de 2016 no Rio (nem vou começar a falar sobre as olimpíadas, você já deve estar bem ciente do que penso disso). Ah, também tem uma pequena coisa chamada turismo sexual, que não me agrada nem um pouco.

Mas não vou ficar aquí falando sobre Carnaval, acredito que o meu serviço de hospedagem não tenha TANTO espaço assim para um arquivo deste tamanho.

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BOM DIA VERMES

o BOMDIAVERMES.com.br é um blog. Também é o portfólio do ilustrador freelance Daniel Sousa. Daniel Sousa sou eu, e se você quiser saber mais sobre mim, o que eu não recomendo, bem, tem um link aí em cima pra isso.

Trocando em miúdos, aquí eu coloco o que me der na telha.

E tem gente que ainda acha que internet livre para todos é uma boa idéia…

2009 morreu de tétano II – o atestado de óbito

Ok, conforme prometido, este é o meu segundo post desta semana sobre 2009/2010.

Se você vive neste planeta já faz algum tempo e não acabou de acordar de um coma profundo, provavelmente teve contato com alguma forma de retrospectiva 2009. Hoje em dia é impossível não topar com alguma lista dos melhores albuns, filmes ou morte de celebridades por aí. Até uns 10 anos atrás, essa prática se limitava a Rede Globo.

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2009 morreu de tétano

Bem vindos a 2010.

Bem, eu deveria começar o primeiro post do ano desejando tudo de bom para você, mas tenho certeza que você já está de saco cheio de ouvir isso já tem umas 2 semanas, então, vamos cortar as cortesias, ok? Até porque, se você me conhece (ou teve o desgosto de ler qualquer outro post meu), já sabe que eu não sou disso. Misantropia, lembre-se, é a palavra-chave aquí.

Outra maneira de começar um post sobre início de ano seria listar tudo o que eu preciso trabalhar para ser uma pessoa melhor. Ilusão sua. Eu não quero ser uma pessoa melhor.

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Sobre Apartamentos

Eu odeio apartamentos. Tenho pavor de morar em um. A vida inteira tive que visitar parentes que tiveram a brilhante idéia de viver em um desses poleiros humanos, e devo dizer que assim que chegava, cronometrava mentalmente a hora de ir embora. Se você é um entusiasta de apartamentos, não se incomode em continuar lendo isto. Vá regar seus cacti, podar seus bonsais, coloque seu saquinho plástico na mão e leve seu pobre a poodle para fazer suas necessidades na rua, ou qualquer outro passatempo que só um verdadeiro condômino de carteirinha gosta de fazer.

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Do meu dinheiro não, por favor!

Brasileiro gosta de reclamar. Quer dizer, a raça humana, em geral, gosta de reclamar, mas o foco hoje são os meus compatriotas. E o que antigamente ficava restrito a conversa de bar, reunião de família e coffee break no escritório, hoje, com blogs, twitters e facebooks da vida, toma conta da população inteira. Seu vizinho toca música alta toda noite de baixo da sua janela? Todo mundo sabe, por que você postou no twitter o nome do filho da puta de mau gosto e o endereço dele, pra quem quiser descontar. Um timeco medíocre da terceira divisão ganhou uma partida contra o Piroquinha do Norte F.C. ontem? Não me interessa, mas tá lá no Facebuqui pra todo mundo ver as fotos de você no estádio com a cara ridículamente pintada, sem camisa, todo suado, abraçando outros 3 medíocres desconhecidos igualmente lambuzados de suor, ridículamente felizes da vida, comemorando o fato de 11 pernas de pau que mal conseguem controlar uma bola conseguiram ganhar de um a zero contra uma equipe de vagabundos que fingem que jogam futebol porque não tem a capacidade de calcular a soma de três números de uma vez só. Então, já que todo mundo pode reclamar, eu vou entrar na dança.

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VMB? Que que tem?

Sério gente, importa tanto assim que o Fresno ganhou o prêmio de Banda do Ano? Pela MTV?

Tudo bem, eu não gosto de Fresno. Na verdade, “não gosto” é eufemismo. Eu não suporto Fresno, eu atravesso a rua pra não passar do lado de um emo, e nada me embrulhou mais o estômago na última meia hora do que ouvir o Erasmo Carlos exaltando que emo é maravilhoso e que rock também é falar de amor. Agora, precisa mesmo fazer uma choradeira só porque a sua banda preferida não ganhou do Fresno?

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